A Cirurgia Micrográfica de Mohs é um procedimento mais preciso para a remoção dos dois tipos mais frequentes de câncer de pele, o carcinoma basocelular e o carcinoma espinocelular.

Desenvolvida na década de 1930, pelo Dr Frederic Mohs, a técnica permite examinar, com microscópio, fragmentos do tumor retirados durante a cirurgia. Durante o procedimento, os fragmentos de pele afetada pelo tumor vão sendo removidos e analisados ao microscópio, dentro do centro cirúrgico, até que todas as margens da lesão sejam examinadas e consideradas livres de células cancerígenas. Diferentemente de uma congelação comum, a Cirurgia Micrográfica de Mohs permite a análise de 100% das margens, enquanto a congelação convencional analisa até 3% das margens, tanto na técnica de “Bread Loaf”, quanto na técnica em Cruz.

Além da maior precisão na avaliação das margens cirúrgicas, esse procedimento permite preservar a maior quantidade de pele saudável ao redor da lesão, e a taxa de cura pode chegar a 99%, dependendo do tipo e da evolução do tumor.

Indicações

A cirurgia micrográfica de Mohs é indicada para carcinomas basocelulares de risco aumentado para recidivas, carcinomas espinocelulares ou de células escamosas, dermatofibrossarcoma protuberans e outros tipos mais raros de tumores cutâneos.

A cirurgia de Mohs também pode ser indicada para casos de carcinomas basocelulares  em que se busca preservar o máximo possível de  pele sadia, como na região das orelhas, pálpebras e glande. A cirurgia pode ser feita com anestesia local e, na maioria dos casos, não requer internação hospitalar.